
Todo resíduo líquido gerado pelo uso da água nas tarefas do dia a dia — como lavar louça, tomar banho ou usar o sanitário — é chamado de efluente doméstico. Por carregar restos de alimentos, gordura, sabão e matéria orgânica, esse esgoto residencial necessita de tratamento adequado antes de retornar à natureza ou à rede pública.
De acordo com a concessionária Águas de São Francisco do Sul, o descarte correto e o manejo adequado desses resíduos são fundamentais para evitar a contaminação dos rios e prevenir riscos à saúde pública na região.
Nas áreas urbanas, esse esgoto gerado nas residências é direcionado às Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Nessas unidades, os efluentes passam por processos específicos para que a água possa ser devolvida totalmente despoluída ao meio ambiente ou destinada ao reuso.
Desafio nacional
Apesar da relevância da gestão de efluentes para a infraestrutura urbana e a qualidade de vida, o país ainda enfrenta lacunas no setor. Dados sobre o saneamento básico no Brasil indicam que quase 100 milhões de brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto. O déficit afeta diretamente a população jovem, deixando cerca de 13 milhões de crianças e adolescentes desprovidos desses serviços essenciais.
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