Canal do Linguado: uma obra cara e carente de estudos recentes

Mesa Redonda, na Acisfs, reuniu especialistas para tratar do Canal do Linguado

Mesa Redonda, na Acisfs, reuniu especialistas para tratar do Canal do Linguado

A Mesa Redonda realizada ontem a noite pela Associação Empresarial de São Francisco do Sul (Acisfs) para debater o tema do Canal do Linguado mostrou que há vários estudos no local, mas que carece que mais informações técnicas para possibilitar a abertura ou não do Canal do Linguado. “A gente quer o mínimo de segurança para saber o que vai acontecer. Eu não vou defender algo em cima de um estudo que não seja suficiente”, explicou Tiago Gutierrez, Procurador do Ministério Público. O evento contou com a presença de empresários, professores e doutores em geografia, biologia, oceanografia, representantes de órgão públicos e do judiciário. A única ausência no encontro foi da Amunesc.

A proposição do debate pelo setor empresarial francisquense é para obter respostas e estudos sobre a situação do Canal do Linguado e, também, para que aconteçam ações práticas. Com isso, a intenção é se antecipar a discussão que virá com a duplicação da BR-280. A presença de especialistas da Univali e Univille mostrou a importância da discussão do assunto proposto pela Acisfs.

O professor Cláudio Turek fez um breve uma breve contextualização histórica desde o início das obras que culminaram no fechamento do canal. Para ele, o debate proposto pela Acisfs vem em um momento importante em que está se discutindo a duplicação da BR-280 e que é preciso tomar uma decisão sobre a abertura ou não do canal.

O procurador Tiago Gutierrez citou o processo judicial contra Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) que tratou do tema e interpelava um estudo para que tivesse uma quantificação do dano ambiental provocado pelo aterro, a elaboração de um estudo a respeito do dano ambiental e implementação das soluções que o estudo apontasse. Na época foi concedida uma liminar para que se fizesse o estudo. “A conclusão foi que o fechamento é um potencializador para as demais ações impactantes ao meio ambiente. Então (a abertura) não é a solução para todos os problemas da Babitonga, mas certamente é um passo importante”, afirmou.

Gutierrez fez questão de dizer que existem informações que circulam na sociedade e que não condizem com a realidade. “Muita gente fala que o estudo foi inconclusivo. Ele teve uma conclusão”, afirmou. Segundo ele, a decisão foi provisória, pois diz que se a decisão for pela abertura são necessários mais estudos detalhados.

Para o presidente da Acisfs, Bruno Gama Lobo, é importante que a sociedade faça a discussão para saber para onde ir. “De qual forma se desenrola este desfecho? A academia vai nos trazer a solução”, afirmou. Na opinião do presidente o tema é importante para toda a região.

Bruno defende que a Amunesc esteja como gestora dos recursos para os estudos restantes e as contratações necessárias. “Ali é o órgão onde pode transitar todas as informações, tanto a acadêmica como da parte monetária, de finanças”, justificou.

O vice-presidente da entidade, Sérgio Ferreira, diz que a intenção é buscar uma solução para a canal. “Precisamos nos mobilizar para de fato encarar o problema”, afirmou. Ele disse que ficou surpreso que se passaram mais de 17 anos de estudos e ainda não se chegou a uma conclusão.

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