Cerca de 35% dos pacientes não comparecem às consultas do TFD

Quando um paciente não comparece na consulta marcada, o dinheiro que seria utilizado para realizar o procedimento fica bloqueado até o mês seguinte

 

Em São Francisco do Sul cerca de 35% dos pacientes encaminhados via Transporte Fora de Domicílio (TFD) faltaram às consultas em 2019, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a secretária Nádia Raposo é importante que a população fique atenta com as datas agendadas. Segundo ela, o impacto das faltas é maior na lista de espera, pois quando um paciente não comparece na consulta marcada, o dinheiro que seria utilizado para realizar o procedimento fica bloqueado até o mês seguinte.

 

As consultas do TFD são custeadas de duas formas. Uma delas é pelo SUS, que não acarreta custos para o município pois a verba é repassada pelo governo estadual, e pelo consórcio CIS/Nordeste, em que o município custeia os gastos com as consultas feitas via TFD. Em 2019, 4.980 pacientes foram encaminhados por meio do TFD, no entanto, 35% faltaram às consultas, totalizando um número de 1.743.

 

Nos procedimentos realizados por intermédio do Consórcio CIS/Nordeste, 1.560 pacientes foram encaminhados para receberem atendimentos que não são ofertados no município. Desse total, 546 pacientes não compareceram às consultas.

 

Quando um paciente não comparece na consulta marcada, o dinheiro que seria utilizado para realizar o procedimento fica bloqueado até o mês seguinte. O recurso bloqueado não pode ser usufruído por outra pessoa, fazendo com que o tempo de espera da fila seja ainda maior. Mensalmente, são pagos 31.047,50 por meio do consórcio para realização dos procedimentos encaminhados para fora do município.

 

O custo de cada paciente varia de acordo com valor do procedimento que foi realizado. “Para evitar o não comparecimento nas consultas e impedir o aumento de tempo da espera da fila é necessário que os pacientes mantenham o seu cadastro atualizado para que os profissionais possam entrar em contato, para diminuir a quantidade de faltas”, diz a secretária.

 

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