CMO apresenta estudos do aeroporto em São Francisco do Sul

Imagem meramente ilustrativa

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O presidente da CMO, José Pedro Mota, apresentou para os prefeitos presentes na reunião da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc), nesta terça-feira, dia 28, o projeto de construção de um aeroporto privado na Laranjeiras, em São Francisco do Sul. A ideia, inicialmente, era de um aeroporto de cargas, mas em conversas com representantes de órgãos do setor aeronáutico fez com que a empresa abraçasse o desafio de um aeroporto também de passageiros. Agora o empecilho pode ser a concessão do aeroporto de Joinville para iniciativa privada, que deve ser por 30 anos.

 

Como a área da CMO para a construção do estaleiro é grande, a proposta é que parte do espaço seja utilizado para o aeroporto. A partir disso, a empresa realizou estudos, pesquisas e conversas com autoridades para analisar as possibilidades e viabilidades deste empreendimento. E foi em uma conversa na Secretaria de Defesa Civil, em Brasília, que começou a ser analisada a possibilidade de não ser exclusivo de cargas, mas também de passageiros.

 

A intenção de utilizar exclusivamente para cargas é pela necessidade deste serviço no estado. Os estudos realizados  mostram que as cargas que saem do país precisam ser transportadas até São Paulo e as que chegam, também, param no estado paulista. Com o empreendimento diminuiriam os gastos de deslocamento para levar ou buscar cargas.

 

Já a mudança para usar como transporte de passageiros é por causa da limitação física do aeroporto de Joinville, que hoje tem uma movimentação de aproximadamente 500 mil passageiros por ano. A pista, por exemplo, tem 2.100 metros e, segundo o presidente da empresa, será difícil de ampliar. Além, de que, não funciona 24 horas.

 

Como o transporte de passageiros é de responsabilidade dos governos (federal, estadual e municipal), a CMO com os estudos, autorizações e licenças procurou ano passado a Prefeitura de São Francisco do Sul para apresentar o projeto. A intenção é constituir uma Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do aeroporto.

 

O projeto da CMO é de o aeroporto tenha pistas de 3.000 metros para poder receber grandes aviões. Aliás, esta é uma das condições para que se construa aeroportos de carga. Outra condição é que opere 24 horas.

 

Mas, a reunião com os prefeitos da região foi também para fazer um pedido em defesa do projeto. Se o aeroporto de Joinville for concedido a iniciativa privada, como foi anunciado pelo governo Bolsonaro (PSL), a construção de qualquer obra semelhante fica inviabilizada por, pelo menos, 30 anos. Na opinião dos representantes da empresa, é de que a região terá de continuar a conviver com a realidade atual, ou seja, indo até São José dos Pinhais (PR), Navegantes ou Florianópolis para pegar voos.

 

A intenção é de os prefeitos da região façam uma escolha: continuar com o atual aeroporto entregue na mãos da iniciativa privada ou a possibilidade de outro, não necessariamente sendo o da CMO. E o papel de cada gestor é pressionar os agentes políticos em Brasília.

 

E o Plano Diretor de São Francisco do Sul?

O documento que estava aberto para consulta pública não contemplava a área destinada a construção do estaleiro e nem do aeroporto da CMO. Porém, a empresa acredita no direito adquirido, pois todas as licenças e liberações foram realizadas antes de tal mudança, se ocorrer.

 

No documento que estava para consulta pública a área é considerada de Zona Rural. Por isso, não podem ser feitos empreendimentos que não sejam da atividade econômica rural ou de turismo rural. Já as licenças obtidas pela CMO são de 2014, conforme alega a empresa.

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