Diretor do IF reclama de atitude da prefeitura de São Francisco do Sul

O diretor geral, Amir Tauille, disse que retornou à Câmara para dar um retorno da reunião com o prefeito

Na sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de terça-feira, dia 27, o professor e diretor geral do Instituto Federal em São Francisco do Sul, Amir Tauille, usou a tribuna e reclamou da postura do executivo ao tratar do pagamento do almoço e vale-transporte aos estudantes da instituição. “Não foi muito agradável a recepção”, disse. São 241, dos 320 alunos do Ensino Médio Integrado que utilizam o vale transporte. A Procura Geral do município, Giulliana Capaldo, foi procurada através da assessoria de comunicação da prefeitura, mas até o momento não se pronunciou sobre o assunto.

Tauille disse que quando pediu o espaço na tribuna foi para tratar do passe aos alunos da instituição. Porém no dia 13 de agosto os estudantes fizeram uma mobilização e foi lhes dada o direito a palavra e como resultado foi realizada uma reunião com a participação de vereadores com o executivo para encontrar uma solução. “Não é de hoje que estamos pleiteando o passe escolar tentando achar uma solução”, contou.

O diretor lamenta a falta de apoio. “Quando chegamos na câmara, nos encaminham para a prefeitura. Quando vamos na prefeitura falam que é na Câmara ou então nos dizem que é de responsabilidade da União”, lamenta. “Eu repito: são alunos de São Francisco do Sul”, reforça.

Tauille lembrou que tem edital de auxílio financeiro para alunos que estudam fora do município. “Por que não termos um para quem estuda em São Francisco do Sul?”, questiona.

O diretor disse que retornou à Câmara para dar um retorno da reunião com o prefeito. Elogiou o atendimento de Renatinho (PSD) e disse que sabe a situação da prefeitura. “Existem questões legais e eu sei disso, passo por isso e sei que não posso fazer tudo”, comentou.

Fomos questionados o porquê
dávamos alimentação, que
não era obrigatória, aos alunos

Tauille contou aos vereadores que foi encaminhado pelo prefeito para tratar do assunto com a Procura Geral do município, Giulliana Capaldo. “Fomos questionados o porquê dávamos alimentação, que não era obrigatória, aos alunos”, desabafou. Segundo ele, a medida foi para evitar uma evasão escolar. Na reunião, que contou com a presença da APP, foi informado que não há como fazer o repasse, mesmo que o recurso seja disponibilizado pelo legislativo.

“Nós estávamos fazendo nossa parte e correndo atrás dos passes aos estudantes”, comentou. O diretor explicou que ano a ano a instituição foi utilizando recursos para o pagamento das refeições. Em 2015 foram R$ 100 mil, em 2016 foi gasto R$ 180 mil, em 2017 o valor aumentou para R$ 200 mil e em 2018 R$ 380 mil. Neste ano a previsão era de quase R$ 500 mil.

Aproveitando a presença do Deputado Estadual, Coronel Mocellin (PSL), Tauille disse que a instituição sofreu um bloqueio do Ministério da Educação de 39% do orçamento. “Sofremos um bloqueio brutal de mais de R$ 500 mil do nosso orçamento. Já tínhamos pensado em pagar todas as despesas, mas em julho tivemos de cortar ou não chegaríamos ao final do ano letivo”, explicou.

Sofremos um bloqueio brutal de mais de R$ 500 mil do nosso orçamento. Já tínhamos pensado em pagar todas as despesas, mas em julho tivemos de cortar ou não chegaríamos ao final do ano letivo

Ele pediu aos vereadores para que a mobilização não pare. “Quem aqui pensou que o IF poderia estar aqui em São Francisco do Sul?”, questionou. Ele explicou que além dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio há cursos técnicos para quem já concluiu o Ensino Médio e quer se qualificar e o Proeja.


E há também dois cursos superiores. O diretor questionou se o instituto não é importante para o município. “Vamos deixar esta instituição fechar?”, indagou.

Além da conversa com os poderes públicos a direção do Instituto Federal procurou a empresa Verdes Mares para encontrar uma forma de conseguir a gratuidade no transporte aos estudantes. Segundo Tauille, haverá mais uma reunião em breve para tratar do assunto.

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