Faltou voluntários para criar núcleo do CVV em São Francisco do Sul

Moacir Pinheiro foi um dos voluntários que atuou para implantar o Centro de Valorização da Vida em São Francisco do Sul, mas faltaram voluntários

A meta de criar um núcleo de atendimento do CVV – Centro de Valorização da Vida em São Francisco do Sul até o mês de agosto de 2018 não foi cumprida. “Não se conseguiu juntar o número mínimo de voluntários exigido para abertura do posto de atendimento” contou um dos voluntários, Moacir Pinheiro. Segundo ele, não há previsão de criar o grupo na cidade.

Segundo Pinheiro, isso não significa que São Francisco do Sul não possa contar com esse serviço que é acessível a nível nacional, através do telefone 188. A ligação pode ser realizada de qualquer região do país e que será atendida por um dos mais de 100 postos instalados pelo Brasil afora.

O CVV foi fundado em 1º de março de 1962, portanto já existe a 57 anos. Para Pinheiro, essa longevidade, por si só atesta o sucesso do serviço humanitário desenvolvido pela instituição. “Infelizmente não existe estatística de potenciais suicidas que desistiram do ato, mas o número de atendimentos, que a nível nacional ultrapassa a casa de 10 mil ligações diárias, é um indicador bastante convincente da importância desse serviço”, comenta.

A experiência ao longo dos 57 anos de serviços prestados à comunidade, fez do CVV uma referência nacional. Naturalmente, a melhoria contínua é uma busca incessante nas instituições que almejam acompanhar o progresso.

Houve tempo em que o atendimento era presencial. “Hoje os meios de comunicação facilitaram sobremaneira a ampliação do atendimento alcançando a marca de 10 mil atendimentos diários”, conta Pinheiro. O CVV se mantém atento a novas ferramentas tecnológicas no campo da comunicação que o mercado venha a oferecer, visando criar mais facilidade e alcançar todos os lares.

Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida em algum lugar do planeta. Mantida a relação global, o Brasil ficaria com uma média de um suicídio a cada 23 minutos. No entanto no Brasil a taxa de suicídio é menor, registrando uma morte por suicídio a cada 45 minutos, praticamente a metade da média mundial. “Para São Francisco do Sul não temos estatística, mas, mantida a média brasileira, seriam três suicídios por ano”, relata Pinheiro.

O suicídio representa quase 1% das mortes. “Portanto, é muito provável que exista um potencial suicida perto de você”, alerta. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais como melancolia, angústia, depressão, expressões como: “ninguém me dá valor”, “quero sumir e não voltar”, “quando eu morrer vocês sentirão a minha falta”, “Viver não vale a pena” entre outras.

Moacir Pinheiro faz questão de dizer que as opiniões não representam as da entidade. “Falo em meu próprio nome reunindo a experiência que acumulamos durante os exercícios do voluntariado, e não em nome do CVV, uma vez que não o represento oficialmente”, afirmou.

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