O IFC não tem orçamento para pagar refeições, afirma diretor

O corte de 39% dos recursos do IF fez com que a instituição parasse de pagar o almoço que era fornecido aos estudantes

 

O diretor do Instituto Federal Catarinense (IFC), Amir Tauille, explicou que o bloqueio do Governo Bolsonaro nas verbas para a instituição fez com que fosse suspenso o pagamento das refeições oferecidas aos estudantes e que nunca houve recursos para tal. “É diferente de Araquari, que tem internato. Aqui pagamos o almoço para evitar a evasão escolar. Porém, o bloqueio de recursos nos obrigou a reduzir os custos”, comenta. Através das redes sociais, estudantes estão preparando um ato para amanhã pela manhã em frente ao IFC para tratar do assunto e a tarde na Câmara de Vereadores para cobrar o fornecimento de vale transporte.

 

Tauille explica que o dinheiro utilizado para o fornecimento do almoço, que era em torno de R$ 500 mil por ano, era recurso que deveria ser usados em manutenção do campus, como energia elétrica, vigilância, água e limpeza, por exemplo. “Naquela época resolvemos custear 50% da refeição por que o Instituto não tem nenhuma rubrica para este fim. Foi uma decisão do colegiado”, lembra.

 

O IFC de São Francisco do Sul, que não é em regime de internato, era o único que fornecia alimentação aos estudantes. Mas o fornecimento era uma decisão da gestão local. “Nenhum outro campus fazia isso”, comenta.

 

Nos últimos anos o orçamento foi reduzindo ano a ano, conforme o diretor. Com o corte de 39% dos repasses, neste ano, a direção foi obrigada a reduzir ainda mais os gastos para evitar o encerramento do ano letivo ainda em agosto.

 

Segundo ele, todas as informações foram repassadas aos pais desde maio. Naquele mês, em assembleia com pais e alunos, foi comunicado que a partir de 1º de agosto teria a mudança. “Quando voltamos no final de julho avisamos novamente e ainda pagamos o almoço até dia 5 deste mês”, afirmou.

 

O diretor explica que havia uma esperança no desbloqueio dos recursos para o segundo semestre, o que não aconteceu. “Não é contingenciamento. Passamos anos por isso. Agora é bloqueio”, disse. Tauille explica que contingenciamento é quando há o recurso, porém ele não está liberado para uso. Agora, segundo ele, não há o recurso. Como não aconteceu nenhuma mudança, não houve outra alternativa senão parar de pagar.

 

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